A Polícia Federal, em ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deflagrou na manhã desta quinta-feira uma nova fase da chamada Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
As autoridades cumprem 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva em diferentes estados do país e no Distrito Federal, com foco em um grupo suspeito de manipular sistemas oficiais para realizar descontos indevidos e desviar valores de benefícios de segurados.
Entre os alvos da operação está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), atual vice-líder do governo no Senado. A Polícia Federal cumpriu mandados em endereços ligados ao parlamentar como parte das medidas cautelares autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça.
A ação também atingiu integrantes do alto escalão do governo: o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, identificado como Adroaldo Portal, teve a prisão domiciliar decretada pelo STF e foi afastado do cargo.
Segundo as investigações, o esquema criminoso seria responsável por descuentos ilegais que totalizam bilhões de reais, atingindo beneficiários do INSS sem autorização e prejudicando aposentados e pensionistas. A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) concentram esforços em rastrear o fluxo financeiro da quadrilha e recuperar recursos desviados.
Até o momento não houve divulgação oficial de posicionamento da defesa do senador sobre as investigações. A apuração segue sob sigilo e com envolvimento direto do STF devido ao foro privilegiado.


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