PM nega agressão a doméstica grávida no Maranhão e empresária é presa no Piauí
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos se entregou à Polícia Civil nesta quinta-feira, 7 de maio, após ter a prisão preventiva decretada. Em depoimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Maranhão, ele negou ter agredido uma doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar.
A vítima relatou à polícia que foi agredida no dia 17 de abril na casa onde trabalhava. Ela disse que levou puxões de cabelo, socos e murros, e tentou proteger a barriga durante os ataques, pois está grávida de cinco meses. Segundo ela, as agressões começaram depois de ser acusada de roubar um anel da ex-patroa. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas, mas as agressões continuaram. A jovem afirmou ainda que foi ameaçada de morte caso contasse o que aconteceu à polícia.
A vítima descreveu um homem que teria participado das agressões. A Polícia Civil aponta Michael Bruno como esse homem. No depoimento à Corregedoria, o PM disse que esteve na residência da empresária na manhã do dia 17 de abril para entregar documentos ao casal, a pedido do marido dela, feito no dia anterior por telefone.
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, apontada como a principal responsável pelas agressões, foi presa na manhã desta quinta-feira em Teresina, no Piauí. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que ela tentava fugir. A defesa da empresária disse que ela estava no Piauí com o filho de 6 anos e que não fugia.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, a partir de boletim de ocorrência registrado pela vítima. A OAB classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia. A Corregedoria da PM abriu procedimento interno para apurar a conduta de Michael Bruno.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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