Maranhão lidera sub-registro de óbitos no país, aponta IBGE
O Maranhão registrou a maior taxa de sub-registro de óbitos do Brasil em 2024. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 24,48% das mortes ocorridas no estado não foram registradas oficialmente em cartório no ano passado.
Os dados fazem parte do levantamento de Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos de 2024, divulgado pelo IBGE em 20 de maio. O sub-registro de óbitos mede a proporção de mortes que não receberam registro civil. O IBGE aponta que a demora entre a emissão da Declaração de Óbito e o registro em cartório contribui para o índice elevado. Violência urbana e cemitérios informais também estão entre os fatores citados.
Os municípios maranhenses com os maiores índices de sub-registro de óbitos foram Junco do Maranhão, com 73,5%, Porto Rico do Maranhão, com 57,9%, Bernardo do Mearim, com 56,7%, e Bacurituba, com 55,2%.
Em relação aos nascimentos, o estado avançou. O sub-registro de nascimentos caiu para 1,94% em 2024, o menor nível desde 2015, quando o índice era de 12,16%. Ainda assim, municípios como Junco do Maranhão tiveram taxa de 70,2% de nascimentos sem registro no prazo legal, a maior do país. Luís Domingues aparece com 35%, seguida de Carutapera, com 24,15%, Vargem Grande, com 14,09%, e Maracaçumé, com 13,47%.
A Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial do Maranhão, cartórios, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, prefeituras e unidades de saúde atuam em conjunto para reduzir o sub-registro civil no estado.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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