Escândalos de corrupção atingem Correios e revelam fragilidade da estatal, que chegou a paralisar serviços em Centro do Guilherme
Casos de corrupção dentro dos Correios voltaram a expor a vulnerabilidade da estatal no Maranhão. O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um ex-gerente da agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) em Sambaíba, sul do estado, por atos de improbidade administrativa.
De acordo com a decisão da Justiça Federal, o ex-gerente forjou três assaltos à agência entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015, desviando R$ 485,2 mil durante os episódios simulados. O inquérito policial constatou, por meio de perícia no sistema de monitoramento da unidade, que os supostos assaltos nunca ocorreram.
Segundo o MPF, o réu registrou boletins de ocorrência para os falsos crimes e alegava falhas no sistema de segurança e falta de energia elétrica. Entretanto, as investigações apontaram “aparente facilidade com que os crimes teriam ocorrido” e revelaram que o ex-servidor “ostentava padrão de vida incompatível com sua renda”.
A apuração ainda identificou a participação de quatro comparsas, três deles reconhecidos nas imagens das câmeras de segurança. A Justiça determinou o ressarcimento integral do valor desviado e o pagamento de multa no mesmo montante, além da proibição de o condenado contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais por cinco anos. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
O caso de Sambaíba é mais um entre os diversos episódios que abalam a imagem dos Correios, uma das empresas públicas mais antigas do país. Escândalos de corrupção e falhas de gestão vêm sendo registrados em várias partes do Brasil, levantando questionamentos sobre a segurança e o controle interno da estatal.
Esses problemas refletem diretamente no funcionamento de agências menores. Em Centro do Guilherme, por exemplo, os serviços chegaram a ser interrompidos temporariamente neste ano, o que afetou o comércio local e o atendimento à população.
Após o período de paralisação, a agência voltou a funcionar normalmente, restabelecendo o atendimento presencial. Ainda assim, moradores seguem atentos e cobram mais transparência e fiscalização, para evitar que episódios semelhantes prejudiquem novamente o serviço postal da cidade.
Fontes: Ministério Público Federal, Justiça Federal do Maranhão, Polícia Federal, Imirante, São Luís Notícia.
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