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Operação do GAECO tem prefeito de Turilândia como alvo e apura esquema milionário de corrupção

Operação do GAECO tem prefeito de Turilândia como alvo e apura esquema milionário de corrupção

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, foi um dos alvos de uma operação deflagrada pelo GAECO, órgão do Ministério Público do Maranhão, na manhã desta semana. A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão autorizados pela Tribunal de Justiça do Maranhão e teve como foco a investigação de crimes contra a administração pública.

Batizada de Operação Tântalo II, a ofensiva policial ocorreu em vários municípios maranhenses, incluindo Turilândia, e mirou um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos, fraudes em licitações e atuação de organização criminosa dentro da gestão municipal.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que empresas teriam sido contratadas de forma irregular para fornecimento de serviços e produtos ao município, com indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento e pagamento por serviços não executados. Entre os crimes apurados estão corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Durante a operação, foram cumpridos dezenas de mandados judiciais, incluindo prisões e buscas em residências, prédios públicos e sedes de empresas. Também houve bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode ultrapassar dezenas de milhões de reais, conforme apuração preliminar dos promotores.

A ação contou com apoio das polícias Civil e Militar, além de núcleos do GAECO de diferentes regiões do estado. Documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais foram apreendidos e serão analisados para aprofundar as investigações.

Em manifestações divulgadas após a operação, o prefeito Paulo Curió negou irregularidades e afirmou ser alvo de perseguição política. O Ministério Público, por sua vez, reforçou que a investigação é técnica e baseada em provas reunidas ao longo de meses.

O caso segue em andamento e, após a análise do material apreendido, o MP poderá oferecer denúncias formais à Justiça. Até a conclusão do processo, os investigados permanecem amparados pelo princípio da presunção de inocência.

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