O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã do dia 22 de dezembro a Operação Tântalo II, com objetivo de desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura de Turilândia e agentes públicos e privados. A ação cumpriu 51 mandados de buscas e apreensões e 21 mandados de prisão em diversas cidades do estado.
A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 56.328.937,59 em bens e valores dos investigados, como forma de tentar recuperar prejuízos ao erário. Em algumas localidades valores em dinheiro vivo também foram apreendidos durante as diligências realizadas pela força-tarefa.
A investigação aponta indícios de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, crimes supostamente cometidos durante a gestão do então prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Filho, conhecido como Paulo Curió.
Como funcionaria o esquema
Segundo o Gaeco, o grupo teria criado um circuito de contratos públicos para fornecimento de bens e serviços no município que não teriam gerado benefícios reais à população. A partir de empresas investigadas, entre as quais estão Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, recursos públicos teriam sido desviados de suas finalidades legais.
Força-tarefa integrada
A operação envolveu promotores do Gaeco de diferentes núcleos do estado, apoio das Polícias Civil e Militar, além de outras unidades especializadas do Ministério Público. Equipamentos eletrônicos, documentos e materiais apreendidos serão analisados pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro, para reforçar o conjunto probatório que pode levar à apresentação de denúncias formais contra os envolvidos.
Impacto e contexto
A Tântalo II é um desdobramento de uma primeira fase da operação, iniciada em fevereiro deste ano, e foi batizada em referência à figura da mitologia grega que simboliza frustração e inacessibilidade, neste caso, dos recursos públicos que deveriam gerar serviços à população, mas que supostamente teriam sido desviados.


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