Fazenda e imigrante alemão fizeram Ribeirão Preto virar capital do café
Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, construiu sua história econômica sobre o café. Dois elementos foram decisivos nesse processo: a Fazenda Monte Alegre e o imigrante alemão Francisco Schmidt, que chegou ao país ainda criança e se tornou o maior produtor individual de café do Brasil em 1913.
O café chegou ao Brasil no início do século XVIII e se expandiu pelo Norte do país antes de alcançar São Paulo. O grão chegou ao Vale do Paraíba na década de 1830. A região de Ribeirão Preto ganhou força na cafeicultura a partir de 1876, quando o médico e agrônomo Luiz Pereira Barreto divulgou as qualidades do solo local para o cultivo.
A Fazenda Monte Alegre pertencia a João Franco de Moraes Octávio, que criava gado e cultivava outros produtos. Em 1890, Francisco Schmidt e Arthur Diederichsen compraram a propriedade. Em seguida, Schmidt se tornou o único dono da fazenda.
Com apoio de empresas exportadoras, Schmidt expandiu seus negócios por cidades como Sertãozinho, Brodowski, Serrana, Franca e Orlândia. No auge, ele administrava 62 fazendas e cerca de 16 milhões de pés de café, o que lhe rendeu o título de Rei do Café.
A chegada da Estrada de Ferro Mogiana a Ribeirão Preto, em 1883, acelerou esse crescimento. A ferrovia barateou o transporte e conectou as fazendas ao Porto de Santos, de onde o café seguia para o mercado externo. As grandes propriedades passaram a ter ramais ferroviários próprios.
A crise de 1929 marcou o declínio da cafeicultura na região. Em 1942, o governo estadual instalou na Fazenda Monte Alegre a Escola de Agricultura Getúlio Vargas.
Com informacoes de G1.
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