Falta de somatropina na FEME afeta mais de 14 mil pacientes no Maranhão
A Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados, a FEME, está sem somatropina no Maranhão. O medicamento é distribuído pelo SUS e atende 14.191 pacientes cadastrados no estado. Famílias relatam dificuldade para conseguir o produto e não têm informação sobre quando ele voltará a estar disponível.
A somatropina é a versão sintética do hormônio do crescimento humano. Entre os pacientes estão crianças com síndrome de Prader-Willi, doença genética que provoca fraqueza muscular e compromete o desenvolvimento infantil. Para esses casos, o medicamento atua no crescimento, na musculatura, na força e na mobilidade.
Uma mãe relatou que o filho está há dois meses sem o medicamento. Segundo ela, a criança é altamente hipotônica e depende da somatropina para ganhar massa magra, ter mais agilidade e se desenvolver. O tratamento é diário e a dose pode custar mais de R$ 200.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que o desabastecimento ocorreu por problemas no fornecimento pelo Ministério da Saúde. Uma nova remessa estava prevista para chegar ao estado no dia 13 de junho, com distribuição aos pacientes até 2 de julho.
O Ministério da Saúde informou que vai enviar mais de 181 mil doses do tipo 12 UI ao Maranhão, quantidade que estima ser suficiente para cinco meses. Sobre a dosagem de 4 UI, o ministério afirmou que a Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão não fez o pedido para o segundo e terceiro trimestres deste ano.
Com informacoes de G1.
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