Esquema de rifas ilegais movimentou R$ 11,5 mi e atingiu quatro estados
Uma operação das polícias civis do Piauí e de Minas Gerais prendeu suspeitos de liderar um esquema de rifas ilegais que atuava no Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Pará. O grupo movimentou cerca de R$ 11,5 milhões e é investigado por lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar e ameaças contra apostadores.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, os líderes do esquema ficavam em Teresina e recrutavam vendedoras na cidade de Pirapora, em Minas Gerais, para comercializar rifas de R$ 2. Os sorteios eram manipulados: o grupo anunciava como vencedores números que não tinham sido vendidos ao público.
As investigações começaram há cerca de dez meses, a partir de denúncias registradas em Minas Gerais. Uma delas aponta prejuízo de cerca de R$ 80 mil. A polícia estima que centenas de pessoas foram vítimas. Os bilhetes eram vendidos de forma presencial e divulgados em grupos de WhatsApp.
Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão. O único preso até o momento é um motorista por aplicativo de Teresina, apontado como intermediador do grupo e responsável por movimentar parte do dinheiro das rifas. Três dos outros alvos de prisão são considerados foragidos.
A operação resultou no bloqueio de mais de 40 contas bancárias, na apreensão de veículos de luxo e na retenção de cerca de R$ 1,1 milhão. Segundo o delegado de Minas Gerais, Diego Vilhena, três dos investigados são irmãos.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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