Supermercados reduzem lojas físicas e buscam operações mais rentáveis
Grandes redes de supermercados no Brasil estão reduzindo o número de lojas físicas e priorizando a eficiência das unidades que já existem. O movimento envolve empresas como o Grupo Pão de Açúcar, Dia, St Marche e Grupo Mateus, que encontraram dificuldades para manter operações espalhadas pelo país em um cenário de juros elevados e crédito caro.
O GPA é um dos casos mais visíveis dessa mudança. Em março deste ano, o grupo acionou um plano de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas. A expansão desordenada de lojas físicas foi apontada como um dos principais problemas. Em 2020, o grupo chegou a ter cerca de 800 unidades. Ao fim de 2025, esse número estava em torno de 700.
Parte dessa redução veio da venda de unidades do Extra Hiper para o Assaí, em 2021. O GPA passou a concentrar esforços em formatos menores, como supermercados de bairro e lojas de proximidade, considerados mais rentáveis pelo grupo.
Especialistas explicam que cada nova loja exige gastos com aluguel, funcionários, logística, estoque e manutenção. No varejo alimentar, as margens de lucro são apertadas, e qualquer aumento de custos afeta o resultado. Segundo Ulysses Reis, especialista em varejo da Strong Business School, a expansão física faz sentido quando há alta conveniência, baixo custo operacional e giro rápido de estoque.
O faturamento do setor segue alto. As dez maiores empresas do varejo alimentar brasileiro movimentaram mais de R$ 361 bilhões em 2025, segundo o Ranking ABRAS 2026. O Carrefour liderou com R$ 123,6 bilhões, seguido pelo Assaí com R$ 84,7 bilhões e pelo Grupo Mateus com R$ 31 bilhões. O GPA registrou R$ 20,6 bilhões.
Com informacoes de G1.
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