Brasileiros largam emprego formal para criar videos com inteligencia artificial
Um morador de Paraopeba, cidade de Minas Gerais com cerca de 24 mil habitantes, deixou o trabalho de entregas de moto para produzir videos no YouTube usando ferramentas de inteligencia artificial. Henrique Batista, de 36 anos, tomou a decisao apos um dia de trabalho na chuva e passou tres meses se dedicando ao novo negocio.
Ele fez um curso pago, por cerca de R$ 400, sobre criacao de canais sem mostrar o rosto, chamados de canais dark ou faceless. Com aplicativos de IA, Henrique produz roteiros, narracoes e imagens sem precisar aparecer nos videos. Os temas incluem civilizacoes antigas e contos biblicos.
A renda vem da participacao na receita de anuncios exibidos nos videos. Henrique diz que monetizou um canal, viu que o modelo funcionava e investiu em outros. Hoje vive dessa atividade.
O YouTube enfrenta pressao para deixar de remunerar criadores que publicam conteudos considerados ruins ou nocivos. Uma pesquisa da empresa Kapwing apontou que 20% do conteudo exibido para novos usuarios da plataforma e formado por videos de IA de baixa qualidade. Uma analise do jornal New York Times indicou que, apos 15 minutos assistindo a um canal infantil, mais de 40% dos videos seguintes pareciam ter imagens geradas por IA.
O YouTube afirmou que combater conteudo de baixa qualidade gerado por IA e prioridade e que adota padroes mais rigorosos para videos voltados ao publico infantil. O Google, dono da plataforma, diz que todo conteudo deve seguir as diretrizes da comunidade, incluindo regras contra desinformacao medica.
Com informacoes de G1.
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