Governador do Maranhão nega envolvimento em investigação da PF
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, do MDB, negou no sábado, 15 de agosto, qualquer ligação com uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal no estado. A declaração veio um dia depois de o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, tornar públicas três decisões ligadas ao inquérito.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, irregularidades em contratos, obstrução da Justiça e um homicídio registrado em 2022. Brandão afirmou que as suspeitas são uma tentativa de prejudicar sua imagem em período eleitoral.
Parte do inquérito tem origem no assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, em São Luís, em agosto de 2022. O caso ficou conhecido como Tech Office. Gilbson Cesar Soares Cutrim Júnior foi apontado como executor do crime e condenado a 13 anos de prisão pela Justiça maranhense.
A Polícia Federal passou a investigar se o homicídio tinha relação com um esquema de cobrança de propina em contratos públicos. Entre os nomes citados estão Daniel Brandão, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão e sobrinho do governador, e o próprio Carlos Brandão, apontado pela PF como possível líder da organização.
O caso chegou ao STF em novembro de 2025, após surgirem suspeitas envolvendo o senador Weverton Rocha, do PDT, que tem foro no Supremo. Antes disso, o inquérito tramitava no Superior Tribunal de Justiça. A assessoria do governador contestou a competência do STF para investigar autoridades com foro no STJ.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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