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Tráfico de animais silvestres migra das feiras para grupos nas redes sociais

Por Centro do Guilherme · Há 3 semanas · 16/08/2026 05:22

Tráfico de animais silvestres migra das feiras para grupos nas redes sociais

O tráfico de animais silvestres no Ceará deixou as feiras livres e chegou aos grupos de redes sociais. Traficantes usam perfis sem foto e com nomes aleatórios para anunciar a venda de macacos, aves e répteis em grupos do Facebook, WhatsApp e Telegram.

O coordenador operacional do Ibama, Saulo Gouveia, afirmou que o órgão acompanha essa migração há pelo menos sete anos. Segundo ele, o ambiente virtual atrai os criminosos porque permite agir sem exposição, ao contrário do que ocorria nas feiras.

Nos grupos, os animais são anunciados com fotos e vídeos. Alguns perfis informam o preço nas próprias mensagens, outros pedem que o comprador entre em contato privado para saber o valor. Quem compra também comete crime.

No primeiro semestre de 2026, a Polícia Civil do Ceará registrou 91 ocorrências de tráfico de animais silvestres e 32 prisões em flagrante. No mesmo período do ano anterior, foram 109 ocorrências e 62 prisões, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

Em maio deste ano, um homem de 29 anos foi autuado e multado em R$ 60,5 mil após oferecer animais em um grupo de WhatsApp. O Ibama foi até a casa dele, no município de Cruz, e resgatou 17 aves e 4 tatus. O suspeito não foi preso porque estava acamado após um acidente de motocicleta.

O Ibama afirmou que trabalha em conjunto com outras autoridades para investigar e fiscalizar o tráfico nas plataformas digitais. A Polícia Civil e o Ministério Público do Ceará também atuam no combate à comercialização ilegal de animais.

Com informacoes de G1.

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