TCE-MA: veja os crimes investigados contra presidente afastado por Dino
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afastou por 180 dias Daniel Itapary Brandão, presidente do Tribunal de Contas do Maranhão. A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de desvio de recursos públicos, pagamentos de propina e possível relação com o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, morto em São Luís em 2022.
Na decisão, Dino apontou que Brandão ocupa cargo de destaque e, segundo a investigação, poderia influenciar as apurações em curso. O ministro registrou que as medidas cautelares têm o objetivo de permitir que novos elementos confirmem ou afastem as hipóteses investigadas. Não há conclusão definitiva sobre os crimes nem sobre autoria nesta fase.
A PF trabalha com a hipótese de um esquema de desvio de recursos públicos no Maranhão, com suspeitas de envolvimento de emendas parlamentares federais, contratos e licitações irregulares. A investigação apura se Brandão foi beneficiário direto de valores desviados por meio de empresas das quais foi sócio.
A Procuradoria-Geral da República apontou movimentações consideradas suspeitas na empresa Gás do Sertão Ltda., da qual Brandão integrou o quadro societário. Segundo o documento, cerca de R$ 19,9 milhões foram creditados nas contas da empresa entre dezembro de 2019 e junho de 2023. Duas operações desse período seriam incompatíveis com o faturamento declarado pela empresa.
João Bosco Sobrinho foi morto a tiros em agosto de 2022 no Edifício Tech Office, na Ponta d’Areia, em São Luís. A PF investiga se o crime ocorreu dentro de um contexto mais amplo ligado ao esquema investigado e se há relação com as demais suspeitas que envolvem Brandão.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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