Acidente do VLS completa 23 anos no mesmo mês de novo lançamento em Alcântara
O acidente com o foguete VLS-1 no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, completa 23 anos neste sábado, 22 de agosto. A explosão, ocorrida em 2003, matou 21 profissionais que trabalhavam na preparação do foguete e é considerada o maior desastre da história do Programa Espacial Brasileiro.
A data coincide com a semana em que o foguete suborbital SEBIT, da empresa sul-coreana Innospace, foi lançado da mesma base. O voo foi interrompido por desvio de trajetória, sem vítimas.
O acidente de 2003 aconteceu às 13h26 do dia 22 de agosto. O foguete passava por ajustes finais na Torre Móvel de Integração quando um dos motores teve ignição prematura. A torre explodiu e atingiu os profissionais que estavam no local. Entre as vítimas havia engenheiros, técnicos e mecânicos ligados ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, com sede em São José dos Campos, em São Paulo.
O relatório final da investigação, concluído pelo Comando da Aeronáutica em fevereiro de 2004, apontou que uma pequena peça ligada ao motor do foguete provocou o acionamento antes do previsto. O documento também identificou falhas nas saídas de emergência da torre e degradação das condições de trabalho e segurança. A possibilidade de sabotagem foi descartada.
Após o acidente, a base passou por reformas e revisão de protocolos. Uma nova Torre Móvel de Integração foi inaugurada em 2012. Desde então, Alcântara voltou a receber operações com foguetes brasileiros e missões comerciais internacionais.
Neste sábado, a Agência Espacial Brasileira homenageou as vítimas e destacou o legado deixado por elas ao setor espacial do país.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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