Parceria de 50 anos entre Pinduca e Eliana Pittman levou carimbó ao mundo
Eliana Pittman estava em uma praia de São Luís, há cerca de 50 anos, quando ouviu pela primeira vez o batuque do carimbó. Quis saber de onde vinha aquele som. Foi assim que conheceu Pinduca e começou uma parceria que duraria décadas.
Nascida no Rio de Janeiro, Eliana cresceu musicalmente ao lado do pai, o saxofonista norte-americano Booker Pittman. Tinha carreira ligada ao jazz, à bossa nova e ao samba. No carimbó de Pinduca, encontrou o que define como uma música autenticamente brasileira.
Com músicas como Sinhá Pureza, Carimbó no Mato e Mistura de Carimbó no repertório, a cantora fez dez temporadas consecutivas na Venezuela e se apresentou em países como México, Canadá, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália e Suécia. Ganhou Disco de Ouro e Globo de Ouro pelo trabalho com o gênero.
O próprio Pinduca reconhece o papel da cantora na difusão do ritmo fora do Brasil. Para ele, Eliana abriu caminhos que ele e o estado do Pará percorreram depois. Hoje, o artista soma mais de 40 discos e segue se apresentando.
A trajetória do cantor, compositor e instrumentista Aurino Quirino Gonçalves, nascido em 1937 em Igarapé-Miri, no Pará, começou sob resistência. O carimbó era rejeitado nos salões urbanos de Belém. Pinduca chegou a levar vaias e a ter garrafas jogadas durante apresentações. Mesmo assim, seguiu tocando e incorporou guitarra, contrabaixo, teclado e instrumentos de sopro ao gênero, aproximando o carimbó de novos públicos até ele ser reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil.
Com informacoes de G1.
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