Vítima de capitão da PM no MA diz que ficou deformada após coronhadas
Sara Pinto Brito falou pela primeira vez sobre as agressões que sofreu de um capitão da Polícia Militar do Maranhão em um posto de combustível em São Luís. Ela disse que tentou separar o militar de outra mulher que estava sendo agredida e acabou sendo atacada por ele.
Sara contou que estava em uma loja de conveniência do posto quando viu uma mulher caída no chão sendo agredida. Ela não conhecia a vítima, mas decidiu intervir. Ao tentar afastar o capitão, foi atacada com a arma do militar usada como coronha. As agressões continuaram mesmo depois que ela perdeu a consciência.
O capitão identificado como Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva também aparece nas imagens com uma arma na mão. Um disparo atingiu um homem que estava no local durante o episódio.
Sara disse que ainda sente os efeitos das agressões e não consegue dormir. Ao falar sobre o estado em que ficou, afirmou que está deformada e espera que o caso seja responsabilizado pela Justiça.
A Polícia Civil pediu a prisão do capitão no sábado, dia 3, mas a Justiça negou o pedido por restrições da legislação eleitoral. Na terça-feira, dia 6, ele prestou depoimento na Casa da Mulher Brasileira e foi liberado por não haver mandado de prisão contra ele. O militar foi afastado das funções e responde a um procedimento administrativo disciplinar.
Jurambergson também responde a um processo de 2023 por violência doméstica envolvendo a mesma policial militar que Sara afirma ter tentado ajudar. Esse caso ainda não foi julgado.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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