Inflação em São Luís sobe 0,82% em setembro e lidera acumulado do ano
A inflação em São Luís subiu 0,82% em setembro de 2026, depois de recuar 0,60% em agosto. Os dados são do IPCA, divulgados pelo IBGE no dia 9 de outubro. No acumulado de janeiro a setembro, a capital maranhense registra 4,74%, o maior percentual entre as 16 regiões pesquisadas pelo instituto. A média nacional ficou em 3,95% no mesmo período.
O grupo habitação foi o principal responsável pela alta, com aumento de 4,73% e impacto de 0,67 ponto percentual no índice geral. A energia elétrica residencial subiu 12,84%, influenciada pelo reajuste anual de 5,42% nas tarifas das distribuidoras. O gás de botijão também ficou mais caro, com alta de 0,67%.
O grupo alimentação e bebidas subiu 0,57% após três meses consecutivos de queda. Entre os alimentos que ficaram mais caros estão melão, com 6,92%, tomate, com 5,39%, cebola, com 5,12%, costela bovina, com 3,95%, arroz, com 2,96%, alcatra, com 2,58%, e banana-prata, com 1,90%.
Alguns itens ajudaram a conter a alta. Os grupos saúde e cuidados pessoais e despesas pessoais recuaram 0,27% cada. A gasolina ficou 0,69% mais barata em setembro, o segundo mês seguido de queda na cidade.
No acumulado do ano, São Luís ficou à frente da Região Metropolitana de Fortaleza, que registrou 4,52%. As duas foram as únicas áreas pesquisadas com índice acumulado acima de 4,50%, que é o limite de tolerância da meta nacional de inflação. Entre os grupos que mais subiram no ano estão transportes, com 6,49%, artigos de residência, com 6,38%, e educação, com 6,09%.
No acumulado de 12 meses, a inflação em São Luís desacelerou, passando de 4,52% em agosto para 4,32% em setembro, ficando abaixo do limite de tolerância da meta. No Brasil, o movimento foi o oposto: o índice de 12 meses passou de 4,22% para 4,58%, ultrapassando esse limite.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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