Professor é condenado a 16 anos por matar ex-companheira em São Luís
O 3º Tribunal do Júri de São Luís condenou o professor Carlos Alberto Silva a 16 anos de reclusão pela morte da ex-companheira. A enfermeira foi morta por estrangulamento em 13 de julho de 2009, na casa dela, no bairro Vila Ayrton Senna, em São Luís. O filho do casal, que tinha 3 anos na época, estava presente no momento do crime.
O julgamento aconteceu na terça-feira, 13 de outubro, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no bairro Calhau. A juíza Leoneide Delfina Barros Amorim presidiu a sessão e não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Os policiais que chegaram ao imóvel não encontraram sinais de arrombamento nas portas ou janelas. A perícia identificou o corpo da mulher e constatou que a corda e o nó encontrados eram compatíveis com as lesões no pescoço da vítima. Durante o interrogatório, Carlos Alberto negou o crime, mas admitiu ter modificado a cena e não ter chamado vizinhos.
O processo apontou que ele tentou simular um suicídio. Ele respondia ao caso em liberdade e foi denunciado por homicídio qualificado. O crime ocorreu antes da vigência da Lei do Feminicídio, que entrou em vigor em 2015.
Este foi o terceiro julgamento do caso. Em julho de 2016, Carlos Alberto havia recebido pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias, mas a decisão foi anulada após recurso da defesa. Em agosto de 2019, um novo júri o absolveu. O Ministério Público do Maranhão recorreu, o julgamento foi anulado novamente e o caso voltou ao Tribunal do Júri nesta semana.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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