Acordo de R$ 35 mil encerra caso de esfaqueamento em Timon após quase dez anos
Um julgamento no Tribunal do Júri de Timon terminou com um acordo de R$ 35 mil em favor de duas vítimas de esfaqueamento. A sessão aconteceu na terça-feira, 27 de outubro, e encerrou um caso que começou em dezembro de 2016.
O crime ocorreu em 3 de dezembro de 2016, depois de uma discussão sobre a devolução de um aparelho de DVD emprestado. André Cordeiro Brito Filho foi esfaqueado na frente de sua casa. Seu filho, Adriano Borges Cordeiro Brito, tentou defendê-lo e também foi atingido por uma faca. Os dois precisaram passar por cirurgia.
Os acusados Airton Cardoso Alves e José Kleber Araújo da Silva respondiam por tentativas de homicídio. Durante o julgamento, os jurados decidiram reclassificar os crimes para lesão corporal grave. Com essa mudança, a Justiça reconheceu que as penas haviam prescrito.
O Ministério Público informou que o intervalo entre a denúncia e a decisão de pronúncia dos acusados ultrapassou sete anos, enquanto o prazo prescricional aplicável era de quatro anos. O juiz declarou extinta a punibilidade dos réus.
O acordo de indenização foi mediado pelo Ministério Público do Maranhão, com participação das vítimas, dos réus e da Defensoria Pública. O valor de R$ 35 mil será dividido em partes iguais, com R$ 17,5 mil para cada vítima. O promotor Carlos Pinto de Almeida Júnior informou que o montante representa reparação de danos e não tem relação com a extinção das penas, que ocorreu pela prescrição.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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