Fachin assume inquérito das fake news após tirar Moraes da relatoria
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news nesta quarta-feira, 9 de setembro, e passou a ser o responsável pelo caso.
O inquérito foi aberto em 2019 para apurar ameaças, notícias falsas e ataques contra o STF, seus ministros e familiares. Ao longo de sete anos, a investigação acumulou decisões que ampliaram seu alcance e geraram controvérsias.
Em 2019, Moraes determinou a retirada de uma reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista do ar. A decisão foi criticada por entidades de imprensa e juristas como censura. Dias depois, ela foi revogada. O episódio é citado até hoje como um dos mais polêmicos do inquérito.
A investigação também atingiu influenciadores e ativistas políticos, com bloqueios de contas em redes sociais, buscas, apreensões e quebras de sigilo. Entre os investigados estiveram Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2021, o então deputado federal Daniel Silveira foi preso após divulgar um vídeo com ameaças a ministros do STF.
O inquérito também foi usado para autorizar busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo, que mantém um blog no Maranhão e publicou reportagens sobre o uso de veículo ligado ao Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino. Em 2022, o Partido da Causa Operária foi investigado após publicar críticas a ministros do STF e teve perfis suspensos nas redes sociais.
Dentro do mesmo inquérito, Moraes apurou acessos e vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros e familiares. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em três estados e houve quebra de sigilo bancário de investigados.
Com informacoes de G1.
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