Segundo acusado pela morte do médico Bruno Calaça é condenado a 18 anos
Ricardo Pereira da Silva, conhecido como Ricardo Barbalho, foi condenado a 18 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pela participação na morte do médico Bruno Calaça, morto dentro de uma boate em Imperatriz em julho de 2021. O julgamento terminou na manhã desta sexta-feira, 25 de setembro, no Fórum de Justiça da cidade, após cerca de 15 horas de sessão.
O juiz Glender Malheiros determinou o cumprimento imediato da pena e condenou Ricardo ao pagamento de indenização de R$ 10 mil à família da vítima. O Conselho de Sentença reconheceu que Ricardo participou da abordagem contra Bruno e que a vítima foi atacada sem condições de se defender.
Bruno Calaça foi morto em 26 de julho de 2021 durante uma festa na Avenida Beira Rio, em Imperatriz, a 629 km de São Luís. Câmeras de segurança registraram a ação. As imagens mostram Ricardo ao lado do ex-policial militar Adonias Sadda e do empresário Waldex Cardoso antes da abordagem. Ricardo revistou Bruno em busca de uma arma. Nenhuma arma foi encontrada. Após uma reação de Bruno, Adonias efetuou o disparo que matou o médico.
Ricardo se tornou o segundo condenado pelo crime. Em janeiro de 2025, Adonias Sadda recebeu pena de 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. Ele cumpre a pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e foi expulso da Polícia Militar do Maranhão em 2021.
Ricardo chegou a ficar preso por 45 dias ao longo do processo, mas foi liberado por habeas corpus. Um mandado de prisão foi expedido dois meses antes do julgamento, quando ele passou a ser considerado foragido. Ao dar entrada no Fórum no dia do júri, teve a prisão decretada.
O empresário Waldex Cardoso ainda responde no processo pelo crime de favorecimento pessoal. A acusação afirma que ele ajudou Adonias a deixar o local após o disparo.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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