A morte do cachorro conhecido como Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, provocou forte comoção social e abriu uma investigação policial por maus-tratos com resultado morte. O animal, que vivia na região havia cerca de dez anos, era considerado um cão comunitário e era alimentado e cuidado por moradores e comerciantes locais.
No dia 15 de janeiro de 2026, Orelha foi encontrado gravemente ferido, com sinais de agressões na cabeça e em outras partes do corpo. Ele chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia para evitar sofrimento.
A Polícia Civil de Santa Catarina iniciou apuração para identificar os responsáveis. As investigações apontam a participação de adolescentes no episódio. No dia 26 de janeiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos para análise. Um homem também é investigado por possível coação de testemunhas.
O Ministério Público acompanha o caso por meio das promotorias de Meio Ambiente e da Infância e Juventude, além da Delegacia de Proteção Animal. As famílias dos adolescentes citados afirmam que eles são inocentes e relatam que estão sofrendo ameaças e exposição indevida nas redes sociais.
A repercussão do caso gerou manifestações de moradores e protestos pedindo justiça pelo animal. Orelha era visto como parte da comunidade e costumava circular entre casas e comércios da região, sendo reconhecido por seu comportamento dócil.
Como os suspeitos são menores de idade, eles não podem responder criminalmente como adultos. Caso seja comprovada a autoria, podem ser responsabilizados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos, sujeito a medidas socioeducativas, que variam de advertência a internação em unidade especializada, conforme a gravidade e decisão judicial.
O caso reacendeu o debate sobre a violência contra animais, a responsabilização de menores e a necessidade de políticas públicas mais eficazes de proteção animal. Para moradores da Praia Brava, a morte de Orelha representa não apenas a perda de um animal querido, mas também um alerta sobre a importância de prevenir e punir atos de crueldade.


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