Pacientes ostomizados no Maranhão ficam sem bolsas coletoras há meses
Pacientes ostomizados de diferentes cidades do Maranhão estão sem receber bolsas coletoras e outros materiais necessários ao tratamento. A distribuição está irregular e prejudica quem depende desses insumos para atividades do dia a dia.
A esteticista Gisele Santos passou por uma cirurgia para tratar um câncer e desde dezembro não recebe as bolsas coletoras pelo serviço público. Ela afirma que vive de doações e que os modelos fornecidos quando há distribuição não são adequados para o seu tipo de pele.
Um lavrador de Arari enfrenta o mesmo problema. Ele viaja até São Luís para buscar os materiais e passou a receber quantidade menor do que antes. O modelo entregue também não é o indicado para o seu tratamento, o que causa irritação na pele.
O médico coloproctologista Marcelo Travessos afirma que a falta das bolsas leva os pacientes a improvisar com materiais inadequados. Esse improviso aumenta o risco de complicações que exigem internação hospitalar.
A Associação de Ostomizados do Maranhão, que reúne 1.917 pacientes, recorreu à Justiça para garantir o fornecimento. Em 2021, um acordo judicial definiu que o estado repassaria R$ 1 milhão por ano à Prefeitura de São Luís. O município ficou responsável pela compra e pela distribuição dos materiais para pacientes de 175 cidades maranhenses. O presidente da associação, Luís Cláudio Sousa, afirma que o estado repassou cerca de R$ 1,5 milhão conforme acordado, mas a prefeitura não comprou as bolsas.
O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, informou que várias audiências já foram realizadas sobre o caso. Uma nova reunião foi marcada para o dia 23 de julho.
Com informacoes de G1 Maranhao.
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